Diagnóstico de Perfil de Interesses Profissionais: uma Estratégia Inteligente Antes do Desligamento
- Marcelo Wiethaeuper

- 9 de jun. de 2025
- 2 min de leitura
Num cenário corporativo cada vez mais desafiador, as empresas precisam repensar suas estratégias de gestão de pessoas. Antes de recorrer ao desligamento como única alternativa frente a um desempenho insatisfatório ou desalinhamento de expectativas, uma abordagem mais inteligente e humana é possível: realocar talentos internamente com base em seu perfil de interesses profissionais.

Por que considerar o diagnóstico de perfil antes de demitir?
Desligar um colaborador é sempre uma medida de alto impacto — tanto financeiro quanto emocional. Custos com rescisão, perda de conhecimento organizacional, impacto na moral da equipe e necessidade de novos processos seletivos são apenas alguns dos efeitos.
Em muitos casos, no entanto, o problema não está na capacidade do colaborador, mas sim no desalinhamento entre seu perfil de interesses e as atividades que exerce. Ao identificar esse desalinhamento com precisão, é possível buscar caminhos mais sustentáveis e estratégicos: reencaixe interno, redirecionamento de carreira ou desenvolvimento em novas competências.
O papel do diagnóstico de interesses profissionais (como o IBIP-96)
Ferramentas como o IBIP-96, baseadas na teoria RIASEC de John Holland, permitem mapear de forma estruturada os interesses dominantes de um profissional — como afinidade com atividades sociais, investigativas, artísticas, práticas, empreendedoras ou convencionais.
Com esse mapeamento, o RH pode:
Detectar talentos ocultos ou subutilizados;
Avaliar a aderência do colaborador às funções que exerce atualmente;
Explorar possibilidades de realocação interna para áreas mais alinhadas ao seu perfil;
Planejar ações de capacitação ou mentorias específicas para apoiar uma transição saudável;
Evitar desligamentos desnecessários, que poderiam ser convertidos em ganho para ambas as partes.
Benefícios organizacionais da realocação com base em perfil
Retenção de talentos: colaboradores que se sentem reconhecidos e bem aproveitados tendem a permanecer na empresa;
Aumento do engajamento: ao atuarem em áreas que fazem sentido para seu perfil, profissionais entregam mais valor;
Melhoria do clima organizacional: o cuidado com o redirecionamento de carreira fortalece a cultura de confiança e valorização;
Economia de recursos: evita-se o custo de novos processos seletivos, treinamentos iniciais e curva de aprendizado.
Uma nova cultura de gestão de pessoas
Implementar o diagnóstico de perfil como parte do processo de análise de desempenho ou de planos de desenvolvimento é um passo importante rumo a uma gestão mais estratégica e humanizada. Ao reconhecer que cada pessoa tem talentos e interesses únicos, a empresa também demonstra seu compromisso com o desenvolvimento sustentável de sua equipe.
Antes de pensar em desligar, pense em conhecer. O diagnóstico de perfil pode ser o ponto de virada para transformar uma possível demissão em uma nova oportunidade.





Comentários