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Diagnóstico de Perfil de Interesses Profissionais: uma Estratégia Inteligente Antes do Desligamento

Num cenário corporativo cada vez mais desafiador, as empresas precisam repensar suas estratégias de gestão de pessoas. Antes de recorrer ao desligamento como única alternativa frente a um desempenho insatisfatório ou desalinhamento de expectativas, uma abordagem mais inteligente e humana é possível: realocar talentos internamente com base em seu perfil de interesses profissionais.

Por que considerar o diagnóstico de perfil antes de demitir?

Desligar um colaborador é sempre uma medida de alto impacto — tanto financeiro quanto emocional. Custos com rescisão, perda de conhecimento organizacional, impacto na moral da equipe e necessidade de novos processos seletivos são apenas alguns dos efeitos.

Em muitos casos, no entanto, o problema não está na capacidade do colaborador, mas sim no desalinhamento entre seu perfil de interesses e as atividades que exerce. Ao identificar esse desalinhamento com precisão, é possível buscar caminhos mais sustentáveis e estratégicos: reencaixe interno, redirecionamento de carreira ou desenvolvimento em novas competências.


O papel do diagnóstico de interesses profissionais (como o IBIP-96)

Ferramentas como o IBIP-96, baseadas na teoria RIASEC de John Holland, permitem mapear de forma estruturada os interesses dominantes de um profissional — como afinidade com atividades sociais, investigativas, artísticas, práticas, empreendedoras ou convencionais.

Com esse mapeamento, o RH pode:

  • Detectar talentos ocultos ou subutilizados;

  • Avaliar a aderência do colaborador às funções que exerce atualmente;

  • Explorar possibilidades de realocação interna para áreas mais alinhadas ao seu perfil;

  • Planejar ações de capacitação ou mentorias específicas para apoiar uma transição saudável;

  • Evitar desligamentos desnecessários, que poderiam ser convertidos em ganho para ambas as partes.


Benefícios organizacionais da realocação com base em perfil

  • Retenção de talentos: colaboradores que se sentem reconhecidos e bem aproveitados tendem a permanecer na empresa;

  • Aumento do engajamento: ao atuarem em áreas que fazem sentido para seu perfil, profissionais entregam mais valor;

  • Melhoria do clima organizacional: o cuidado com o redirecionamento de carreira fortalece a cultura de confiança e valorização;

  • Economia de recursos: evita-se o custo de novos processos seletivos, treinamentos iniciais e curva de aprendizado.


Uma nova cultura de gestão de pessoas

Implementar o diagnóstico de perfil como parte do processo de análise de desempenho ou de planos de desenvolvimento é um passo importante rumo a uma gestão mais estratégica e humanizada. Ao reconhecer que cada pessoa tem talentos e interesses únicos, a empresa também demonstra seu compromisso com o desenvolvimento sustentável de sua equipe.


Antes de pensar em desligar, pense em conhecer. O diagnóstico de perfil pode ser o ponto de virada para transformar uma possível demissão em uma nova oportunidade.

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