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Embarquei mesmo assim!

O dia em que aprender se tornou um prazer, e não mais uma obrigação

Quando embarquei para os Estados Unidos com o sonho de cursar uma universidade, eu não falava inglês e, para ser sincero, nunca fui exatamente apaixonado por estudar. Para tornar tudo ainda mais desafiador, eu tinha acabado de me casar, e fomos juntos, minha esposa e eu, viver essa aventura no desconhecido.


A decisão parecia ousada, e era mesmo. Nova cultura, nova língua, outra lógica de ensino. Mas hoje, olhando para trás, vejo que aquele passo não apenas transformou minha carreira, como também redefiniu minha relação com o aprendizado e com a vida.


Passei seis anos nos EUA, entre preparação, graduação, trabalho e mestrado. Após o primeiro ano dedicado ao aprendizado do Inglês, fui aceito na Suffolk University – Sawyer Business School, em Boston, e vivi ali quatro anos de uma experiência acadêmica e cultural riquíssima. Logo no primeiro semestre, entrei para o Dean’s List, reconhecimento dado aos alunos com notas acima de B+ (equivalente a 8,5). Em uma instituição onde 92% dos professores são PhDs, o aprendizado ultrapassava os livros: vinha das conversas, dos debates, das vivências multiculturais e dos cases de mercado trazidos por professores que também eram empreendedores, executivos e pesquisadores.


Embora o foco do curso fosse Administração, fui profundamente impactado também por disciplinas fora da área técnica. A aula de espanhol avançado, por exemplo, era conduzida por um professor chileno historiador formado em Harvard, que nos levava a museus e salas de cinema para vivermos a cultura hispânica com profundidade e significado. A outra disciplina marcante foi Literatura Americana, onde pude entender a alma da cultura dos EUA desde suas raízes coloniais, passando pela independência, guerras civis, lutas por direitos e transformações sociais profundas. Com isso, o idioma deixou de ser apenas uma ferramenta e passou a ser uma chave para acessar pensamentos, sentimentos e estruturas sociais que moldam uma nação.


Entre o aprendizado e a prática: o trabalho no coração da transformação digital

Entre a graduação e o mestrado, tive a oportunidade de trabalhar em uma empresa .com, em plena efervescência da transformação digital dos anos 2000. Vivenciei de perto o dinamismo e a instabilidade de um mercado altamente competitivo e em constante reinvenção. Foi um período de aprendizado intenso, em que pude aplicar conhecimentos acadêmicos em tempo real e desenvolver habilidades práticas como adaptabilidade, velocidade de resposta, pensamento estratégico e resiliência.


Viver todo esse tempo em um ambiente onde tinha Harvard University fundada em 1625 de um lado, Massachusetts Institute of Technoloy (MIT) de outro e várias outras instituições super tradicionais no meio, era sempre motivo de querer aprender mais e fazer parte deste movimento de colaboração pelo conhecimento.


Essa vivência entre os dois ciclos acadêmicos foi crucial para consolidar minha visão de negócios, ampliar minha capacidade de tomada de decisão e fortalecer minha atuação em contextos de inovação e mudança. Aprendizados que carrego até hoje.


O que ficou comigo até hoje

Mais do que uma base técnica sólida em finanças, estratégia e gestão, minha passagem por lá desenvolveu habilidades que sigo cultivando:

  • Adaptabilidade a novos contextos

  • Empatia com diferentes culturas e pontos de vista

  • Capacidade de transformar teoria em ação prática

  • E, principalmente, curiosidade permanente como motor do aprendizado


Foi ali que aprendi algo essencial: educação não é sobre decorar conceitos, mas sobre expandir horizontes.


Mas talvez o aprendizado mais marcante não tenha vindo das salas de aula. No final dessa jornada, algo ainda mais transformador aconteceu: nasceu nosso primeiro filho. E, com ele, aprendi sobre entrega, responsabilidade, amor e o verdadeiro significado de crescimento.


Esses seis anos nos Estados Unidos foram muito mais do que um período acadêmico, foram uma verdadeira travessia de amadurecimento pessoal, conjugal, cultural e profissional. E essa vivência se reflete todos os dias na minha atuação como pessoa, marido, pai, filho, mentor, conselheiro e facilitador de processos de mudança. Em um mundo em constante transformação, aprender de verdade se tornou mais do que nunca,

uma vantagem competitiva e profundamente humana.

 

E você, qual foi a experiência que mudou sua forma de aprender?

Se você também passou por uma virada na sua relação com o conhecimento, conta aqui nos comentários. Vamos inspirar mais pessoas a enxergarem o aprendizado como um caminho de liberdade, e não como uma obrigação.

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